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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lição nº 67 e 68

Lição nº 67 e 68

Prespectiva epistemológica de Kant.



PP - Conhecimento e a racionalidade cientifica e tecnológica

(Objectivo: observar a teoria de Kant e estabelecer uma relação entre a de David Hume e a de Kant)


1. Descrição e interpretação da actividade cognoscitiva
1.2 Análise comparativa de 2 teorias explicativas do conhecimento

Racionalismo crítico de Kant (vida de Kant - 1724 a 1804)




Obras:
-Crítica da Razão Pura (razão na forma mais pura, termos lógicos)
- Crítica da Razão Prática (aborda a questão da moral e da ética)
- Crítica do Juízo (analiza o gosto, estética)



Questões fundamentais para a filosofia de Kant:

--> O que posso saber ? (A nível do conhecimento)
--> O que devo fazer? (A nível da ética)
--> O que é que me é permitido esperar? (A nível da religião)


Questões do conhecimento: Origem do conhecimento; Natureza do conhecimento; Valor do conhecimento (tudo vem da "Razão Pura").


RACIONALISMO -- DOGMATISMO
EMPÍRISMO -- CEPTICISMO


Corte resultante nas 2 posições anteriores:

1. A fonte do conhecimento é a razão - racionalismo.
2. Todo o conhecimento tem origem na experiência - empirismo.

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Quadro esquemático (na apresentação PP estava no formato de um quadro, peço desculpa mas não consegui elaborar um quadro aqui no blogspot)

De onde provém o conhecimento? Hume --> Experiência / Kant --> Experiência

Como procede o nosso espírito para raciocinar e constituir o nosso conhecimento? (associação de ideias) Hume --> Experiência hábito / Kant --> Percepção categorias à priori do entendimento.

Como saber se determinada representação corresponde a um verdadeiro conhecimento e não a um pseudo conhecimento sem conteúdo? (validade das ideias) Hume --> Experiência (inferência causal) O conteúdo objectivo de uma ideia é verificável a partir de tantas experiências sensíveis quanto as necessárias para o efeito
Kant --> O conhecimento resulta da conjunção entre a sensibilidade e entendimento.

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Para David Hume:

-> Não é possivel conhecer mais do que aquilo que os sentidos e a memória nos oferecem.
-> Não é possivel um conhecimento universal e necessário, porque não nos é dado pela experiência.

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O racionalismo critico de Kant

  • Kant contrapõem a Hume nos seguintes termos:

"Embora todo o nosso conhecimento começe com a experiência, isso não significa que proceda todo da experiência".

Notas: Há mais conhecimento em nós do que procede a experiência.

Kant --> não desvaloriza a experiência completamente.

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Kant não duvida da existÊncia de conhecimentos científicos e por isso não perguntará se é possivel o conhecimento, mas sim como é o possivel o conhecimento.

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Trta-se de esclarecer as condições de possibilidade de um facto (o conhecimento científico) e não de mostrar se há ou não conhecimentos cientificos.

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A forma como Kant organiza o seu pensamento passará pela resposta às seguintes questões:

  1. Qual a origem do conhecimento e como começa.
  2. O que o torna objectivo.
  3. Quais as faculdades envolvidas no processo cognitivo e que papel desempenham?
  4. O que posso conhecer e quais os limites do conhecimento?

  • A Crítica da Razão Pura, é uma obra que pretende educar a razão, na medida em que, o facto da razão ter um valor seguro, não significa que nela devamos confiar em todos os seus caminhos (Crítica ao dogmatismo cartesiano).

  • É essencial limitar o seu uso objectivo ou seja aquilo pelo qual ela nos conduz a um conhecimento seguro.

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  • Para estabelecer os limites da razão temos de procurar as fontes do conhecimento distingui-las e relacioná-las:
  • Conhecimento cientifico tem 2 fontes:
  1. Sensibilidade
  2. Entendimento

N.B Ambas indespensáveis ao conhecimento, não têm primazia uma sobre a outra.

  1. A sensibilidade intui ou dá o que há para conhecer: os fenómenos. Intuição sensível é a matéria ou conteúdo.

N.B O conhecimento começa com a experiência. É a sensibilidade que nos dá objectos para conhecer. O que intuímos é já o resultado de uma primeira síntese designada por fenómeno. O fenómeno é já trabalhado pelosconceitos puros de tempo e espaço.

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2. O entendimento conhece os fenómenos estabelecendo entre eles relações necessárias (leis).

O fenómeno é a forma lógica do conhecimento.

Isto quer dizer que há condições à priori e que o sujeito desempenha um papel activo que no processo de conhecimento não se limitando a receber passivamente o que percebe.

Dirá, por outro lado, aos racionalistas que é verdade que o sujeito traz algode si - o espaço e o tempo mas que isso sem a experiência nada é.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lição nº 59 e 60

O empírico de David Hume (PP - informação retida)

Impressões e ideias são o conteúdo do conhecimento.

Impressões: são imagens e sentimentos que derivam imediatamente da realidade, são precepções vivas e fortes.

Ideias: são cópias ou imagens débeis das impressões.

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Os tipos de conhecimento

Hume refere a existencia de 2 tipos de conhecimento.
  • Conhecimento de ideias (relações de ideias)
  • Conhecimento de questões de facto

Conhecimento de ideias

Ex: O triângulo tem 3 ângulos. Um objecto azul é um objecto com cor. 25 é um terço de 75.

Conhecimento de questões de facto

Ex: Amanhã vai chover. A neve resulta da descida acentuada da temperatura. O calor dilata os corpos.

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Conhecimento de ideias

Consistem na análise do sujeito dos elementos de uma proposição tendo em vista estabelecer relações entre ideias que ela contém.

As relações entre ideias são proposições cuja verdade pode ser conhecida pela simples inspecção lógica do seu conteúdo.

Nota explicativa
Embora todas as ideias tenham o seu fundamento nas impressões, podemos conhecer sem necessidade de recorrer às impressões, isto é, ao confronto com a experiência.O exemplo são as proposições lógico matemáticas, não resolvem por si o conhecimento do que existe no mundo.
Poderemos apenas formatar relações correctas entre ideias.


Conhecimento das questões de facto

O conhecimento das questões de facto implica o confronto das proposições com a experiência. O valor de verdade das proposições tem de ser testado pela experiencia, ou seja, temos de confrontar as proposições com a experiência por forma a verificar se elas são verdadeiras ou falsas.

Nota explicativa
A verdade ou falsidade de uma proposição factual só pode ser testada e determinada a posteriori. A verdade factual é contingente e a sua negação não implica contradição.

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Quadro comparativo

Relações de ideias Conhecimentos de facto
São conhecimentos à priori. São conhecimentos à posteriori.
As relações de ideias são verdades necessárias. A verdade das proposições de facto é
contingente.
As proposições que exprimem e combinam As proposições que se referem a factos
relações de ideias não nos dão qualquer visam descobrir coisas sobre o mundo e
conhecimento sobre o que se passa no mundo. dár-nos conhecimentos sobre o que neste
mundo existe e acontece.

O conhecimento e a racionalidade cientifica e tecnológica

II. O conhecimento e a racionalidade cientifica e tecnológica

1.1 O que é o conhecimento?
A disciplina filosofica que responde a esta questão pode ser designada como Epistemologia, gnosiologia ou teoria do conhecimento.

Como defenir o conhecimento?
Podemos designar o conhecimento como o que se conhece ou o proprio acto de conhecer.

O conhecimento envolve uma relação sujeito/objecto.
  • Cada uma das partes tem uma função especifica e irreversivel:

- sujeito apreende o objecto, criando na sua consciência uma imagem do mesmo.

- ao objecto a função de ser apreendido pelo sujeito.