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A única coisa que posso dizer sobre mim, é aquilo que me define... E o que me define são as minhas convicções, aqui estão elas: * [ Free spirit and open minded]; * [Live your life not because you are alive,but because you want to feel alive]; * [Enjoy every moment and be free]; * [Every day is a new day but the battel's still on, keep it strong]; * [ Fight for what you believe in, and then enjoy your victory]; * [ Be a leader not a follower!].

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pequenas informações adicionais sobre filósofos referidos no contexto da aula

Pequenas informações adicionais sobre filósofos referidos no contexto da aula


1632 - 1704

John Locke caracterização: Filósofo inglês, médico, liberalista e empírico radical.

As suas convicções: Defensor de o facto de as nossas ideias e conhecimento terem origem nas impressões: imagens, sentimentos que derivam da realidade. Exemplo: A mente humana é uma tábua rasa que é apenas pressionada por experiências. Para além desta teoria da tábua rasa, defendeu também o direito natural, direito de liberdade e à vida. Rejeitava a ideia de que temos à priori uma capacidade inata do conhecimento.

Matérias de interesse para este filósofo: Política, educação, mente humana , disciplinas filosóficas da metafísica e epistemoogia.

Obras mais notáveis: o Tratado do Governo Civil (1689); o Ensaio sobre o Intelecto Humano (1690); os Pensamentos sobre a Educação (1693).



(1724-1804)


Immanuel Kant caracterização: Filósofo alemão, um racionalista puro da época do iluminismo.

As suas convicções: Idealismo transcendental (possuímos conceitos à priori, ou seja, aqules que não advém da experiência), filosofia da natureza e da natureza humana, filosofia moral, teoria sobre a formação do sistema solar ( hipotese Kant-Laplace).

Matérias de interesse para este filósofo: Epistemologia, metafísica, ética, ensino, geografia.


Obras mais notáveis: Critica da Razão Pura, Critica da Razão Prática, Critica do Julgamento.


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Platão - Πλάτων


(428/ 27 a.C. - 348/347 a.C)

Platão caracterização: Filósofo (do período clássico da Grécia antiga), matemático, grande pensador, de ampla intelectualidade.

As suas convicções: O Homem tem dois tipos de realidade: inteligível (realidade imutável) e a sensível (sentidos, imagens da realidade) - Teoria de Ideias. O que é permanente num objecto é apenas a ideia que temos do mesmo. Teoria do conhecimento (de carácter gnosiológico) - como se pode conhecer as coisas. Procura a verdade plena de todas as coisas. O Homem é dividido em duas partes: corpo e alma, esta ultima pode ainda ser dividida em mais três outras partes. Crente na reencarnação.

Matérias de interesse para este filósofo: Epistemologia, filosofia, retórica, literatura, arte, polititca, educação, justiça.

Obras mais notáveis: as obras de Platão são na sua maior parte diálogos, eis alguns exemplos: Teeteto (teoria do conhecimento), Sofista (temas como o falso, e o não ser), Primeiro Alcibíades ( auto-conhecimento).


NAO CONCLUIDO <---------- FALTA: Pirro, Descartes, Jean Piajet.



David Hume

Citações de David Hume um escocês empirista (moderado), da época do iluminismo.


As ideias dependem de sensações

À primeira vista, nada pode parecer mais ilimitado do que o pensamento humano, que não apenas escapa a toda autoridade e a todo poder do homem, mas também nem sempre é reprimido dentro dos limites da natureza e da realidade. Formar monstros e juntar for­mas e aparências incongruentes não causam à imaginação mais em­baraço do que conceber os objectos mais naturais e mais familiares. Apesar de o corpo confinar-se num só planeta, sobre o qual se arrasta com sofrimento e dificuldade, o pensamento pode transportar-nos num instante às regiões mais distantes do Universo, ou mesmo, além do Universo, para o caos indeterminado, onde se supõe que a Natureza se encontra em total confusão. Pode-se conceber o que ainda não foi visto ou ouvido, porque não há nada que esteja fora do poder do pensamento, excepto o que implica absoluta contradição. Entretanto, embora o nosso pensamento pareça possuir esta liber­dade ilimitada (...) ele está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e todo o poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência.

(...)

Para prová-lo, espero que serão suficientes os dois argumentos seguintes. Primeiro, se analisamos nossos pensamentos ou idéias (...) sempre verificamos que se reduzem a ideias tão simples como eram as cópias de sensações pre­cedentes. Mesmo as ideias que, à primeira vista, parecem mais dis­tantes desta origem mostram-se, sob um escrutínio minucioso, deri­vadas dela. A idéia de Deus, significando o Ser infinitamente inteli­gente, sábio e bom, nasce da reflexão sobre as operações do nosso próprio espírito, quando aumentamos indefinidamente as qualidades de bondade e de sabedoria. Podemos continuar esta investigação até a extensão que quisermos, e concluiremos sempre que cada ideia que examinamos é cópia de uma impressão semelhante. Aqueles que dizem que esta afirmação não é universalmente verdadeira, nem sem excepção, têm apenas um método, e em verdade fácil, para refutá-la: mostrar uma idéia que, em sua opinião, não deriva desta fonte.

Segundo, se ocorre que o defeito de um orgão prive uma pessoa de uma classe de sensação, notamos que ela tem a mesma incapacidade para formar as ideias correspondentes. Assim, um cego não pode ter noção das cores nem um surdo dos sons. Restaurai a um deles um dos sentidos de que carecem: ao abrirdes as portas às sensações, pos­sibilitais também a entrada das ideias, e a pessoa não terá mais difi­culdade para conceber aqueles objectos.

Em verdade, admitimos que outros seres podem possuir muitos sentidos dos quais não temos noção, por­que as ideias destes sentidos nunca nos foram apresentadas pela única maneira por que uma ideia pode ter acesso ao espírito, isto é, mediante o sentimento e a sensação reais.

David Hume, in ''Investigação Acerca do Entendimento Humano' - com alguns cortes feitos por mim.